Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)
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Síndrome dos Ovários Policísticos

A Síndrome dos Ovários Policísticos ocorre em 6 a 10% das mulheres que estão na idade fértil (20 a 44 anos).

Síndrome dos Ovários Policísticos

A Síndrome dos ovários policísticos foi inicialmente descrita por Stein e Leventhal em 1935, associando pela primeira vez o achado de ovários policísticos, já descritos na literatura médica pelo menos 100 anos antes, com alguns sinais e sintomas, como amenorreia, infertilidade, hirsutismo e obesidade. Esta síndrome se caracteriza por um quadro de anovulação crônica e hiperandrogenismo, normalmente acompanhado por ovários de aspecto multifoliculares.

Acredita-se que sua prevalência está em torno de 6% a 12% das mulheres em idade reprodutiva (dependendo do critério diagnóstico adotado), sendo considerada a mais comum anormalidade endócrina das mulheres nesta fase da vida. Sua alta prevalência já seria suficiente para mostrar a magnitude do problema, mas soma-se a isso alguns aspectos ligados aos danos estéticos causados pelo hiperandrogenismo e a associação com infertilidade, que resultam, muitas vezes, em distúrbios psicossociais e consequente comprometimento importante da qualidade de vida. Além disso, há associação direta entre SOP e doenças malignas (câncer de endométrio), doenças cardiovasculares (hipertensão e doenças isquêmicas cardíacas) e diabetes mellitus.

Na reprodução assistida, este grupo de pacientes merece tratamento individualizado. Por um lado, apresentam em geral bons resultados em ciclos de fertilização in vitro (FIV), com maior número de folículos, óvulos coletados e embriões formados que pacientes sem SOP. Entretanto, apresentam um risco aumentado de complicações relacionadas à Síndrome da Hiperestimulação Ovariana (SHO), portanto, sendo necessária muita atenção na escolha do protocolo, dose de gonadotrofina e no manejo da estimulação ovariana.

Frente a tudo isso, considera-se o estudo da SOP um dos tópicos mais importantes da endocrinologia reprodutiva feminina. Entretanto, apesar de muito investigada, sua definição ainda é controversa e há muitos aspectos fisiopatológicos ainda desconhecidos.

 

A todas as mulheres

○ Estejam atentas a diagnósticos de síndrome dos ovários policísticos e obesidade na família.
○ Controlem e mantenham seu peso dentro dos padrões recomendados para sua estatura e constituição física.
○ Pratiquem esportes ou outras atividades físicas.
○ Tenham uma dieta equilibrada e saudável.
○ Em caso de dúvidas procurem um médico especialista.

Aos pais, responsáveis e pessoas interessadas

○ Estejam atentos a diagnósticos de síndrome dos ovários policísticos e obesidade na família.
○ Controlem a obesidade das crianças e adolescentes (observem seus filhos desde a infância).
○ Estimulem a alimentação saudável.
○ Estimulem as atividades físicas e a prática de esportes.
○ Estejam atentos à periodicidade do ciclo menstruais.
○ Em caso de dúvidas procurem um médico especialista.

SINTOMAS (2 desses 3 fatores fazem o dignóstico)

Critério de Rotterdam

É confirmado quando pelo menos dois dos três itens abaixo forem preenchidos:
1. Hiperandrogenismo (aumento do hormônio masculino) refletido por hirsutismo, acne, queda de cabelo (ver histórico e exame clínico descritos anteriormente) ou exames de laboratório.
2. Ciclos menstruais com intervalos irregulares curtos ou longos (atrasos menstruais); são quase sempre anovulatórios.
3. Ovários com característica micropolicística ao ultrassom.